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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Ibn Arabi mestre sufi (1165-1240)
"Meu coração pode assumir qualquer forma
- um pasto para gazelas, um claustro para os monges cristãos, um templo para os ídolos,
a Kaaba para os peregrinos, as tábuas da Torá ou as páginas do Corão
- pois minha religião é a religião do Amor.
Qualquer que seja a direção que o Amor tomar, esta será minha fé e minha religião."
Abu Abd Allah Muhammad ibn al-Arabi
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Presença árabe no concelho de Portimão
Foi muito importante a civilização árabe no concelho de Portimão.
São testemunhos dessa presença,os utensílios ainda usados na pesca e na lavoura,
as noras, e as chaminés.
Foram feitos achados de moedas e cerâmica no leito do rio Arade,
no convento de S. Francisco, Alvor, Morgado do reguengo, Marachique e Almadim.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Morabito da Torre
Antigo morabito árabe ( possivelmente do séc. X ) adaptado para capela cristã no século XVII
um dos muitos morabitos ignorados e abandonados na região do Algarve.
Os marabutas ( مربوط - marbūṭ ), mais conhecidos em Portugal como morabitos ( مُرابِط - murābiṭ ), significado de pessoa pura, a que popularmente se atribui uma certa santidade em alguns países muçulmanos, ainda marcam presença no nosso território desde a época árabe.
A mesma palavra designa, por extensão, o lugar onde habitava o morabito (uma espécie de ermita), em local isolado da povoação, ou a tumba de alguém com estas características e que era objecto de veneração popular.
A parcela de terreno variava conforme os sítios mas a vegetação mantinha-se inalterada pelo rigor e respeito ao lugar sagrado.
Os morabitos estavam sempre ligados a pontos de água como sejam poços, riachos, fontes, etc., quase sempre em lugares altos e quando havia a oportunidade, escolhia-se ser sepultado junto ao santo pelo que, normalmente, se pode encontrar por perto um pequeno cemitério.
O mawsim ou musem (الموسم), festa ritual da santidade, celebrava-se uma vez por ano, à qual acudiam fiéis de lugares por vezes longínquos.
À entrada da construção costumava haver um pequeno tanque redondo para as abluções (ritual de se lavar para purificar).
Também havia por perto uma árvore sagrada, junto da qual se depositavam dádivas.
Também havia por perto uma árvore sagrada, junto da qual se depositavam dádivas.
O fenómeno dos morabitos é típico dos países do Magrebe, estando provavelmente relacionado com formas de culto religioso anteriores ao islão, assim como cultos semelhantes na costa oposta do Mediterrâneo, dedicados a santos cristãos.
Como neste último caso, os morabitos conferiam a benção de Deus (baraka) às populações sob a sua protecção, aos peregrinos e aos que se deslocavam em romaria aos seus túmulos.
Como dissémos mais acima, ainda existem em Portugal muitos vestígios destes pequenos templos muçulmanos.
Alguns encontram-se completamente ignorados e abandonados, como o da foto acima cuja localização no concelho de Portimão é conhecida de apenas alguns e que está a servir de palheiro e de recolha de animais.
sábado, 24 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Fado Al-Mu'tamid - Amina Alaoui - امينة العلوي
A origem do fado, um estilo musical tipicamente português, é de difícil localização temporal e geográfica.
Mesmo assim, pensa-se que o fado terá nascido a partir dos cânticos do povo muçulmano, marcadamente dolentes e melancólicos.
Mesmo assim, pensa-se que o fado terá nascido a partir dos cânticos do povo muçulmano, marcadamente dolentes e melancólicos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Poço mourisco
São imensos os vestígios árabes no nosso território.
Este poço mourisco é um desses casos que chegou até aos nossos dias, conforme foi "retratado" num caderno de divulgação de 1931 da região saloia da Ericeira.
O parapeito onde as pessoas que usavam o poço se encostavam para puxarem o balde de água ainda contém as marcas de corte na pedra, produzidas pela fricção das cordas.
Este poço mourisco é um desses casos que chegou até aos nossos dias, conforme foi "retratado" num caderno de divulgação de 1931 da região saloia da Ericeira.
O parapeito onde as pessoas que usavam o poço se encostavam para puxarem o balde de água ainda contém as marcas de corte na pedra, produzidas pela fricção das cordas.
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